terça-feira, 23 de setembro de 2014

Irion Nolasco e Liane Venturella premiados no 9º Braskem em Cena




Irion Nolasco recebeu o prêmio de Melhor Direção e Liane Venturella o de Melhor Atriz por O estranho cavaleiro.

Vencedores do 9º Prêmio Braskem em Cena 
Melhor ator - Cassiano Ranzolin por "Pequenas violências silenciosas e cotidianas"
Melhor atriz - Liane Venturella por "O estranho Cavaleiro"
Destaque - Marina Mendo pela concepção de "Miragem"
Melhor diretor - Irion Nolasco por "O estranho cavaleiro"
Melhor espetáculo júri oficial - "Pequenas Violências silenciosas e cotidianas"
Melhor espetáculo júri popular - "Circo de horrores e maravilhas"




sexta-feira, 18 de julho de 2014

O estranho cavaleiro no 21º Porto Alegre em Cena

Crédito da imagem: Jefferson Botega


O espetáculo O Estranho Cavaleiro nasce do texto homônimo do autor belga Michel de Ghelderode (1898 - 1962). Conhecido como um dos precursores do teatro do absurdo, o escritor critica a sociedade moderna através de temas e figuras medievais, utilizando-se de complexas e sutis alegorias que escondem uma visão da condição humana atual.  Na encenação, dirigida por Irion Nolasco, é utilizada a imagem grotesca do bufão para expor, numa fusão apoteótica de horror e beleza, a fragilidade e os mais intrínsecos temores da humanidade. O Estranho Cavaleiro, questionando e celebrando uma experiência decisiva através do encontro com a morte, faz sentir o sopro sinistro da vida.

Ficha técnica:
Direção: Irion Nolasco / Autor: Michel de Ghelderode / Tradução: Daniel Fraga / Elenco: Alexandre Borin, Carolina Diemer, Daniel Fraga, Franciele Aguiar, Liane Venturella e Luiz Antônio Santos / Trilha Sonora: Alvaro RosaCosta, com a participação de Simone Rasslan e Luciano Pieper / Figurino: Rô Cortinhas / Assistência de direção: Daniel Fraga / Preparação de elenco: Inês Marocco / Iluminação: Luiz Acosta / Produção e realização: Satori Associação Teatral / Duração: 45 min / Recomendação etária: 12 anos.

Para mais informações sobre a programação do 21º Porto Alegre em Cena, acesse: www.portoalegreemcena.com





quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

O Estranho Cavaleiro no 15º Porto Verão Alegre: 31 de janeiro, 01 e 02 de fevereiro no Teatro de Arena



Crédito da imagem: Jefferson Botega


O espetáculo O ESTRANHO CAVALEIRO está de volta ao Teatro de Arena, agora na programação da 15ª edição do festival Porto Verão Alegre. 

Montagem vencedora do Prêmio de Incentivo à Pesquisa em Artes Cênicas do Teatro de Arena de Porto Alegre em 2013, O estranho cavaleiro foi indicado ao Prêmio Açorianos de Teatro em três categorias: melhor trilha sonora, melhor ator coadjuvante e melhor atriz coadjuvante; tendo recebido o Prêmio de Melhor Atriz Coadjuvante para Liane Venturella. 

Para quem quiser conferir o resultado desse trabalho, o espetáculo da Satori Associação Teatral, que tem direção de Irion Nolasco, volta ao palco do Teatro de Arena nos dias 31 de janeiro, 01 e 02 de fevereiro (sexta, sábado e domingo) às 21h. 

O Estranho Cavaleiro nasce do texto homônimo do autor belga Michel de Ghelderode. Escritor e dramaturgo conhecido como um dos precursores do teatro do absurdo, fez crítica à sociedade moderna através de temas e figuras medievais. Nesta peça, utiliza a imagem grotesca do bufão para expor, numa fusão apoteótica de horror e beleza, a fragilidade e os mais intrínsecos temores da humanidade.

Sinopse: Num lugar esquecido pelo tempo, velhos doentes e embriagados de dor e riso vivem seus últimos momentos em atroz monotonia. Em uma noite sinistra, sinos misteriosos anunciam a chegada de um estranho visitante, cuja presença, tão aguardada e tão temida, instaura o caos e revela o destino em sua paradoxal crueldade.

FICHA TÉCNICA:
Texto: Michel de Ghelderode
Direção: Irion Nolasco
Assistência de direção: Daniel Fraga
Iluminação: Luiz Acosta
Figurino: Rô Cortinhas
Trilha sonora original: Alvaro RosaCosta, com a participação de Simone Rasslan e Luciano Pieper
Preparação de elenco: Inês Marocco
Elenco: Alexandre Borin, Carolina Diemer, Daniel Fraga, Franciele Aguiar, Liane Venturella e Luiz Antônio Santos 
Arte Gráfica: Daniel Soares Duarte
Fotos: Adriana Marchiori e Jefferson Botega
Produção: Satori Associação Teatral
Realização: Secretaria de Estado da Cultura, Teatro de Arena de Porto Alegre e Satori Associação Teatral

CLASSIFICAÇÃO ETÁRIA: 12 anos

DURAÇÃO: 45 minutos

SERVIÇO:
O QUE: Espetáculo teatral O Estranho Cavaleiro
QUANDO: 31 de janeiro, 01 e 02 de fevereiro (sexta, sábado e domingo), às 21h
ONDE: Teatro de Arena de Porto Alegre (Av. Borges de Medeiros, 835. Fone: 51 3226 0242). Estacionamento conveniado: Safe Park – Avenida Duque de Caxias, 1247.
QUANTO: 
ANTECIPADOS: 
R$ 25,00 (normal)
R$ 20,00 (Clube do Assinante ZH e Banricompras)
NA HORA:
R$ 30,00 (normal)
R$ 24,00 (Clube do Assinante ZH e Banricompras)
ESTUDANTE (sempre na hora):
R$ 24,00
IDOSOS:
R$ 15,00

Ingressos antecipados a partir de 2 de janeiro nos seguintes pontos de venda:
- Casarão Verde do DC Shopping (de segunda a sexta, das 13h às 19h)
- Bilheteria do Teatro Bourbon Country (de segunda a sábado, das 14h às 22h)
- Praia de Belas Shopping (na Praça das Artes, de segunda a sábado das 10h às 22h e domingos das 13h às 19h)

Para mais informações sobre a programação do PORTO VERÃO ALEGRE acesse:

E para conhecer um pouco mais sobre o trabalho da SATORI ASSOCIAÇÃO TEATRAL, visite nosso site (www.satoriteatro.wix.com/satori),
e curta nossa página no Facebook: 


Crédito da imagem: Adriana Marchiori

ESPERAMOS POR VOCÊS!




segunda-feira, 21 de outubro de 2013

"To be or not to Beckett" no Efêmera Arte - UFRGS TV



















Resenha do espetáculo "O estranho cavaleiro", por Natasha Centenaro


O grotesco universo de Ghelderode e a experiência estética do estranhamento no espetáculo 
O estranho cavaleiro

Natasha Centenaro


Crédito da Imagem: Jefferson Botega



A experiência estética de entrar em contato com o estranho pode passar longe de ser uma sensação agradável. Para Sigmund Freud, a experiência do estranhamento está associada à experiência emocional complexa de se passar por uma situação anteriormente familiar e que se transforma em algo assustador, estranho, espantoso, e pode suscitar diversas reações, principalmente de terror, e, inclusive, de comicidade. Outro aspecto do unheimliche (estranho) diz respeito à duplicidade. A duplicidade se mostra no fato de que essa vivência, apoiada no sentimento de medo, também pode se manifestar no riso cômico, por si só, dualístico. O riso seria um mecanismo antecipado de refúgio frente ao terror. E não há nada mais familiar, ao mesmo tempo, e, por isso, de tão próxima, mais temerosa do que a morte. Assim como, não há figura mais esquisita, grotesca e estranha do que o bufão, que tanto provoca o riso.

No caso do espetáculo O estranho cavaleiro, a experiência estética se revela não apenas familiar, como desperta uma mescla de sentimentos, desde esse estranho do suspense, até o estranho do riso, passando pelo estranho da inquietação e do questionamento, para chegar ao estranho agradável e prazeroso. Impressões desconcertantes que começam antes mesmo de se acomodar na plateia do Teatro de Arena. No hall, a iluminação cênica realça a esquisitice de manequins com figurinos excêntricos (aquele turbante saudoso), tules e panos pretos, fotografias, desenhos, gravuras, imagens, textos, de bufões, características do período medieval e outros detalhes cuidadosamente dispostos nas colunas, nos bancos e balcão, tudo para indicar as paixões de Michel de Ghelderode. Para adentrar nesse universo grotesco e absurdo do autor do sainete (peça curta de um ato, de caráter cômico ou burlesco, dentre os expoentes destacam-se Cervantes e Calderón de La Barca, como bem explica o programa distribuído ao público). Descobrimos um texto de 1920, repleto de imagens alegóricas, frases metafóricas e um tema atemporal, de um dramaturgo belga pouco conhecido e encenado no Brasil. 

Se a pergunta, no início, foi: será que a peça começa aqui, no hall, com alguma intervenção? A resposta vem com as vozes ecoando dentro do teatro e ouvidas de fora. A presença dos seis atores em cena, enquanto os espectadores entram, mobiliza olhares e atenção. Tente, você também, desvendar os intérpretes (irreconhecíveis) por trás do primoroso figurino (ponto alto) de Rô Cortinhas e da maquiagem e caracterização impecável daqueles centenários bufões medievais. O palco do Arena (despido de qualquer cenário ou objeto cênico, a gaita só aparece no decorrer do baile) se estende e avança para algumas fileiras de assentos, onde transitam, com dificuldade, seis velhos deformados, feios, sujos, fedidos, entrevados, enfermos, atrofiados. O lugar é um asilo, hospital, hospício, um depósito de gente que já não serve mais à sociedade.

Esse espetáculo é resultado do Prêmio de Incentivo à Pesquisa em Artes Cênicas do Teatro de Arena no ano de 2013, realizado pela Secretaria de Estado da Cultura. Como pesquisa, a Satori Associação Teatral buscou na imersão desse universo ghelderodeano, concentrando-se na figura dos bufões, desde a linguagem oral, corporal, gestual, tudo representava o grotesco, das cuspidas de cascas de maçã (ou laranja), dos palavrões repetidos, das vozes e pantomimas estilizadas, do fazer rir pelo estranho. A peça é a efetivação, a execução desse longo período de pesquisa (desde 2012), sobretudo, um produto bem feito. 

Impressiona o contraste da experiência com a jovialidade do elenco, e aí está uma reunião certeira. Quando se pensa na maturidade de cena de Liane Venturella e Luiz Antônio Santos, frente aos “novatos”, porém seguros e corajosos, Alexandre Borin, Carolina Diemer, Daniel Fraga e Franciele Aguiar. Essa troca acontece de forma natural e todos estão na mesma nau de loucos, dementes bufões, com perna quebrada, corcunda, sem braço, mãos aleijadas. Destaca-se o trabalho de preparação física e vocal. Nesse espetáculo se faz evidente o trabalho apurado e construído em cima de tipos específicos, que, desde o corpo, causam o riso, e tudo que envolve esse corpóreo também: a muleta, a dor, a falta de visão ou audição, a trapalhada do choque entre eles. Ressaltados pelo figurino e a caraterização (imprescindíveis). E não só o corpo, mas as faces apavoradas diante dos sinos e da presença-ausência do cavaleiro que ronda os muros do asilo. O olhar do vigia ao descrever o cavaleiro e seu cavalo, ou sua sombra, mostra ao público o irrevelável e inquieta. Depois, o olhar do anúncio, o mesmo olhar descritivo, revelador, e nada é visto. Os olhares estranhos de Franciele Aguiar, na primeira cena aqui comentada, e de Liane Venturella, ao final, são diretamente iluminados pelos refletores (a iluminação: outra qualidade) e provocam sensações ameaçadoras, comovem pelo temor. O temor da aproximação (ou afastamento – alívio disfarçado) do cavaleiro. 

E quem é esse cavaleiro por que esperam os bufões? A semelhança com o impacto da não-presença de Godot é imediata. Não é à toa, Ghelderode é um dos precursores do Teatro do Absurdo e o diálogo com Samuel Beckett, Eugène Ionesco, e também com Antonin Artaud, ficam claros ao longo dos diálogos (silêncios) da peça. Como em Esperando Godot, ri-se do absurdo da situação. Porém, o riso é seco, engasgado, entrecortado. Ri-se abertamente, de forma solta e desprendida, com os bufões que gargalham da vida, e esperam a morte. Em cada gargalhada, ecoa o silêncio, o vazio, o intervalo do não-dito, o medo. É uma peça de riso frouxo, quando o motivo do riso se faz incômodo e estranho a todos, quem ri e quem causa o riso. Os bufões riem um da cara do outro, gozam da morte que não chega, mas sabem que vem vindo, cedo ou tarde, riem, e em cada riso está contido o seu silêncio. Engana-se quem pensa que é só diversão. A ironia, o deboche, o sarcasmo, estão em cada palavra, na crítica às instituições (aos poderes políticos, as instâncias militares, à igreja – a religiosidade que cega), às relações hipócritas da sociedade. A crítica (se arma no silêncio) é o eco do riso. Impossível também não pensar e lembrar-se da peça Heróis – o caminho do vento, do francês Gerald Sibleyras, cujo enredo traz três velhos combatentes de guerra que também estão no asilo e se encontram, todos os dias, no terraço, para conversar e fazer da espera da morte um irônico passatempo. 

Se a Satori declarou que a tarefa complexa de montar O estranho cavaleiro seria impossível e estaria fadada ao erro, entendo que foi o mal-entendido mais frutífero do que a própria companhia planejou. O público não só se diverte como se estranha, inquieta e absorve as imagens grotescas de Ghelderode. Talvez, uma ou outra frase do texto possa não ser plenamente compreendida, fato de a linguagem carregar metáforas e alegorias. Entretanto, o conteúdo da fábula é tão entendido como se percebe nos comentários pós-espetáculo. O risco de trazer e aproximar este autor da cena porto-alegrense valeu e muito as penas da Satori e, especialmente, de Irion Nolasco. O diretor conduz como maestro sua orquestra de bufões e na medida, em 45 minutos, consegue transpor a experiência estética do estranhamento, por meio do riso, do silêncio, do medo, da corporificação e presentificação do estranho. O estranho familiar, o que está entre nós.

Palmas para a equipe técnica, pelo espetáculo. Ainda mais palmas ao Irion Nolasco e ao Daniel Fraga (assistente de direção) e a todos do elenco pela ousadia e a coragem de enfrentar o risco. Sabiamente enfrentado, sabidamente burlado. 

Ouço sinos. Será o cavaleiro a espreitar-nos?

A morte chega para todos. Para uns, parece mais perto. Descubra de quem ela está ao lado, assistindo a O estranho cavaleiro.


* Natasha Centenaro é mestranda em Letras, área de concentração: Escrita Criativa, da PUCRS, jornalista e escritora. 




sábado, 27 de julho de 2013

Projeto "O Estranho Cavaleiro" promove atividades formativas







Dia 01 de agosto, após a apresentação do espetáculo O estranho cavaleiro, no Teatro de Arena, haverá palestra com Daniel Fraga, diretor teatral, Mestre em Teoria da Literatura pela PUCRS e professor do Departamento de Arte Dramática da UFRGS.


MICHEL DE GHELDERODE - TRABALHOS SOBRE A MORTE E O MAL



O artista Ademar Martens, mais conhecido como Michel de Ghelderode, nascido na Bélgica, figura como um dos grandes nomes da literatura universal. Infelizmente pouco conhecido do grande público brasileiro, mas extremamente respeitado na Europa. Sua escritura o coloca como um grande precursor do teatro do absurdo e do teatro da crueldade de Antonin Artaud, ao utilizar imagens instigantes para provocar reflexões filosóficas profundas. A encenação desse espetáculo enseja a possibilidade de palestra que não fale apenas do processo de encenação, mas também das qualidades literárias do autor encenado.

Diante disso, evidencia-se a importância em falar de sua obra e de sua estética, principalmente dos temas humanos que seu teatro evidencia. Torna-se fundamental desnudar suas técnicas dramatúrgicas e fontes dramáticas, tais como a farsa, a tragédia, as moralidades medievais, as féerie, o vaudeville, entre tantos outros. A complexidade de seus textos recai num imaginário polifônico, que pode ser analisado e apresentado.

As formas como Ghelderode expõe as fragilidades humanas em seus textos e como eles descentram leitores e espectadores teatrais o tornam um autor essencial. Suas imagens destroçam as categorias intelectuais numa fusão apoteótica de horror e beleza. Seu renome pode ser contestado, mas não a sua importância na construção estética do homem do século XXI.


OFICINA DE ESTILO TEATRAL BUFÃO

Dias 05 e 06 de agosto, das 15h às 19h, na Sala Qorpo Santo (Av. Paulo Gama, s/n. Campus Central da UFRGS, ao lado do Cinema Universitário)
Oficina com carga horária total de 8 horas, ministrada por Inês Marocco, professora do Departamento de Arte Dramática da UFRGS, diretora do Grupo Cerco.
20 vagas
Inscrições através do envio de currículo resumido e carta de intenção para o e-mail satoriteatro@gmail.com até dia 01 de agosto.


A oficina e a palestra são gratuitas e fazem parte da contrapartida cultural do projeto "O estranho cavaleiro: um exercício de estilo" ao Prêmio de Incentivo à Pesquisa em Artes Cênicas do Teatro de Arena de Porto Alegre.

Imagem: "Squelettes se disputant un pendu", de James Ensor (1891)


sábado, 20 de julho de 2013

Bastidores do espetáculo "O Estranho Cavaleiro"



 Da esquerda para a direita: Franciele Aguiar, Carolina Diemer e Alvaro RosaCosta (ao fundo).


 Carolina Diemer, Liane Venturella e Daniel Fraga.


 Luiz Acosta (iluminador).


 Luiz Acosta 


 Luiz Acosta e Irion Nolasco


 Da esquerda para a direita: Márcia Donadel, Daniel Fraga, Franciele Aguiar e Carolina Diemer.


 Da esquerda para a direita: Márcia Donadel, Franciele Aguiar, Carolina Diemer e Daniel Fraga.


Alexandre Borin e Carolina Diemer.


Crédito das imagens: Adriana Marchiori


sexta-feira, 5 de julho de 2013

O estranho cavaleiro estreia dia 18 de julho no Teatro de Arena de Porto Alegre







A montagem vencedora do Prêmio de Incentivo à Pesquisa em Artes Cênicas do Teatro de Arena de Porto Alegre, promovido pela Secretaria da Cultura do Estado, estreia em Porto Alegre. O mais novo espetáculo da Satori Associação Teatral tem direção de Irion Nolasco e fará temporada de 18 de julho a 4 de agosto, com apresentações de quintas a sábados às 21h e  domingos às 20h no Teatro de Arena.

O Estranho Cavaleiro nasce do texto homônimo do autor belga Michel de Ghelderode. Escritor e dramaturgo conhecido como um dos precursores do teatro do absurdo, fez crítica à sociedade moderna através de temas e figuras medievais. Nesta peça utiliza a imagem grotesca do bufão para expor numa fusão apoteótica de horror e beleza, a fragilidade e os mais intrínsecos temores da humanidade.

Sinopse: Era medieval. Um asilo esquecido por Deus. Velhos doentes, esfarrapados e deformados esperam seus últimos momentos vivendo cada dia com atroz monotonia na instituição. Em uma noite sinistra sinos misteriosos anunciam a chegada de um estranho visitante, cuja presença, tão aguardada e tão temida, instaura o caos e a reflexão.

CLASSIFICAÇÃO ETÁRIA: 14 anos
DURAÇÃO: 45 minutos

SERVIÇO:
O QUE: Espetáculo teatral O Estranho Cavaleiro
QUANDO: de 18 de julho a 4 de agosto, de quintas a sábados às 21 horas e domingos às 20 horas
ONDE: Teatro de Arena de Porto Alegre 
(Av. Borges de Medeiros, 835. Fone: 51 3226 0242)
QUANTO:
Inteira: R$ 20,00
Idosos, estudantes, classe artística e Clube do Assinante ZH: R$ 10,00
Quintas-feiras preço promocional de R$ 15,00 (com 50% de desconto para idosos, estudantes, classe artística e Clube do Assinante ZH)
As apresentações dos dias 18 e 19 de julho terão entrada franca.



FICHA TÉCNICA:
Texto: Michel de Ghelderode
Direção: Irion Nolasco
Assistência de direção: Daniel Fraga
Iluminação: Luiz Acosta
Figurino: Rô Cortinhas
Trilha sonora original: Álvaro RosaCosta, com a participação de Simone Rasslan e Luciano Pieper como músicos convidados
Preparação de elenco: Inês Marocco
Elenco: Alexandre Borin, Carolina Diemer, Daniel Fraga, Franciele Aguiar, Liane Venturella e Luiz Antônio Santos
Arte Gráfica: Daniel Soares Duarte
Fotos: Adriana Marchiori
Gravação e edição de imagens: Jerri Dias
Assessoria de imprensa: Léo Santanna
Produção: Satori Associação Teatral
Realização: Secretaria de Estado da Cultura, Teatro de Arena de Porto Alegre e Satori Associação Teatral

www.facebook.com/oestranhocavaleiro
www.facebook.com/satori.associacaoteatral



domingo, 7 de abril de 2013

Noite de Walpurgis no VI Encuentro Internacional de Maestros y Escuelas de Teatro







Link para matéria publicada na edição de 07 de abril de 2013 do Jornal El Comercio, de Quito, sobre o VI Encuentro Internacional de Maestros y Escuelas de Teatro:



Los maestros de teatro de América Latina se encontraron en Quito


http://www.elcomercio.com/cultura/maestros-teatro-facultad-artes-America-Latina-Quito-Universidad-Central_0_896910312.html

segunda-feira, 25 de março de 2013

Satori Associação Teatral vai ao Equador representar o Brasil no VI Encuentro Internacional de Maestros y Escuelas de Teatro

 
 
 
 
 
Satori Associação Teatral está com as malas prontas para viagem. Pela segunda vez, o grupo teatral foi contemplado pelo Ministério da Cultura do Brasil, através do Edital de Intercâmbio e Difusão Cultural.
Este ano, no dia primeiro de abril, "Noite de Walpurgis", que tem direção de Irion Nolasco, fará a abertura do VI Encuentro Internacional de Maestros y Escuelas de Teatro, em Quito, Equador. Em 2009, o espetáculo "A Serpente", de Nelson Rodrigues, foi apresentado na Colômbia.
 
Os atores Franciele Aguiar e Alexandre Borin encenarão a peça que em 2011 recebeu o Prêmio Açorianos Mais Teatro Revelação de Melhor Espetáculo.

A noite que dá título ao espetáculo tem sua origem nas tradições pagãs de celebração à chegada da primavera na Europa, e era acusada pela Igreja de ser dedicada à magia e ao culto do diabo, embora fosse, na realidade, uma festa de alegria dramática. Nesta noite de todos os demônios, a inspiração vem de filmes de Visconti e Elia Kazan, da idolatria de James Dean e Marilyn Monroe, entrelaçada a vários fragmentos dramatúrgicos e literários de autores como Jean Genet, William Shakespeare e Raduan Nassar, Bruno Schulz, John Ford e José Triana.
 
 
 
 
 

quinta-feira, 22 de novembro de 2012





Lady Macbeth no Projeto TPE-UFRGS


A personagem pintada por Shakespeare com as cores da força e da ambição desmancha-se nas perturbadas visões de um desejo frustrado. Ninguém viu a mancha que teimava em permanecer. Ninguém viu porque ela fugia, como um sonho que não se permite abraçar, embora tão próximo, quase real. Ninguém viu, mas ela estava lá.

O espetáculo encerra a temporada 2012 do Projeto TPE - Teatro, Pesquisa e Extensão, promovido pelo Departamento de Arte Dramática da UFRGS.
Apresentações em todas as quartas-feiras do mês de novembro, às 12h30 e 19h30, na Sala Alziro Azevedo (Av. Senador Salgado Filho, 340 - Centro)

ENTRADA FRANCA


FICHA TÉCNICA:
Espetáculo baseado no conto A Gravidez de Lady Macbeth, de Vinícius Canhoto e em fragmentos de Macbeth, de William Shakespeare.
Orientação: Inês Marocco
Direção: Franciele Aguiar
Elenco: Ingrid Bonini e Giulia Maciel
Fotos: Luciane Pires Ferreira e Jéssica Lusia






quinta-feira, 20 de setembro de 2012

To be or not to Beckett estreia no Teatro Aberto

 
 
 
"Não estou só. Só estou." (Samuel Beckett)
 
 
 
 
Uma mulher, atormentada por seus fantasmas, inventa sua vida e seus passatempos a partir do vazio. O presente do passado é a memória. O presente do presente é a visão. O presente do futuro é a espera. Enquanto a personagem brinca com o tempo, desenrolam-se situações inusitadas que movimentam sua solidão. Este monólogo é livremente inspirado em imagens e textos do dramaturgo irlandês Samuel Beckett.
 
 
Dias 25 de setembro, 02, 16 e 23 de outubro 
20h
Sala Álvaro Moreyra - Centro Municipal de Cultura
(Av. Érico Veríssimo, 307)
Estacionamento no local.
 







 

sexta-feira, 11 de maio de 2012

Noite de Walpurgis no Circuito Universitário DAD/SESC


O projeto Circuito Universitário vem sendo desenvolvido pelo SESC/RS em parceria com a Universidade de Santa Maria (UFSM) e propõe a circulação e o intercâmbio de espetáculos de conclusão de curso de artes cênicas. O intuito é possibilitar a experiência e trocas com artistas locais promovendo uma reflexão sobre a cena e todas as questões que envolvem o mercado de trabalho nessa área.
Neste ano, a parceria estendeu-se também com a Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) através do Departamento de Artes Dramáticas (DAD). Iniciando o projeto com a apresentação dos espetáculos que circularão no interior do Estado durante o ano e com o seminário proposto à discussão de alunos, professores, classe artística e interessados durante o Festival Palco Giratório em Porto Alegre.
Atividades com entrada franca.

Noite de Walpurgis


entrada-franca15/05 - 19h30 - Sala Alziro Azevedo (DAD/UFRGS)
Orientador: Irion Nolasco | Gênero: teatro adulto | Classificação etária: 14 anos | Duração: 50min | Entrada Franca
noiteTodo segredo asfixiado procura ar na escuridão. Toda prisão tem um subterrâneo de liberdade por onde se esgueiram o proibido e o possível, o medo e o desejo,o real e o imaginário, o amor, o ódio, a loucura. Em espelho. Em choque. Em celebração. Em comunhão: cúmplices e adversárias, duas carnes percorridas pelo mesmo sangue constroem as regras de um exercício para a morte. Tendo origem nas tradições pagãs de celebração da chegada da primavera na Europa, a noite que dá título ao espetáculo foi acusada pela Igreja de ser dedicada à magia e ao culto do diabo, embora fosse, na realidade, uma festa de alegria dramática.
Texto/concepção: Alexandre Borin, Franciele Aguiar e Irion Nolasco
Direção: Irion Nolasco
Trilha sonora: Alexandre Borin, Franciele Aguiar e Irion Nolasco
Elenco: Alexandre Borin e Franciele Aguiar
Técnicos: Daniel Fraga e Carolina Pohlmann
O processo:
Noite de Walpurgis propõe ao espectador presenciar uma disputa onde o jogo teatral assume seu estado puro, seu caráter artesanal. Aqui, a palavra e a imagem redescobrem-se através de novas combinações num espetáculo que toma como referência obras de William Shakespeare, Jean Genet, Bruno Schulz, José Triana, Raduan Nassar, John Ford, Luchino Visconti, Elia Kazan, entre outros.
No espetáculo, dramaturgia, iluminação, trilha sonora, construção corpóreoimagética; tudo parte dos atores e é levado à cena em seu caráter de descoberta à medida que, manipulando a própria iluminação e operando a trilha sonora paralelamente ao desenvolvimento da narrativa, desvendam ao público o espaço cênico enquanto possibilidade de engenharia ficcional, construindo múltiplos níveis e possibilidades de leitura.
Como cenário, uma mesa, dois biombos, uma escada portátil de metal, um piano,um ventilador e fotografias, além de bilhetes espalhados pelo chão. A trama desenvolve-se na década de 60, marcada pelos figurinos, pela trilha sonora e pelos pôsteres de ícones do cinema da época, dispostos em um ambiente abandonado onde predominam o segredo, o proibido. A iluminação é composta por velas, lanternas suspensas e manuais e dois refletores. O que se pretende é criar um jogo, onde dois corpos pintam artesanalmente um espaço aproveitado ao máximo em seus níveis, sonoridades, movimentos de luz e sombra.

Seminário Cena Contemporânea e Universidade / Conexões

Criação em arte: pedagogias profanas
16/05 - 15h às 18h - Sala Alziro Azevedo (DAD/UFRGS)
Mesa-redonda com os professores Tania Alice (Unirio), Carlos Mödinger (UERGS), Vera Bertoni e Suzy Weber (UFRGS)
Mediação: Mirna Spritzer (UFRGS)

O espaço da encenação: direções possíveis
18/05 - 15h às 18h - Sala Alziro Azevedo (DAD/UFRGS)
Mesa-redonda com os professores Fernando Villar (UnB), Beth Lopes (USP), Patrícia Fagundes (UFRGS) e Inês Marocco (UFRGS)
Mediação: Marta Isaacsson (UFRGS)


Workshops

Experiências performáticas, com Beth Lopes (USP)
17/05 - 14h às 17h - DAD/UFRGS

Proporcionar um espaço de experiências com o corpo, com o intuito de que sejam únicas, para cada performer seguir, mais tarde, as suas próprias investigações.
Beth Lopes é professora da USP e atua na Interpretação Teatral. Licenciada em Artes Cênicas pela Universidade Federal de Santa Maria (1979), Mestrado (1992) e Doutorado (2001) em Artes Cênicas pela USP, Pós-doc no Programa de Linguística da UFSM sobre a Memória do Ator (2006) e um segundo Pósdoc sobre performance na Tisch School of the Arts, na New York University (2009-2010).
Como encenadora, desenvolve a prática da sua pesquisa artística com a Companhia de Teatro em Quadrinhos. Sua produção artística,pedagógica e teórica está direcionada para os seguintes temas: bufão, atorperformer, treinamento, Viewpoints, Suzuki, dramaturgia do performer e damemória, performance, re-enactmente, análise do discurso, teatro-dança, teatrontropológico e contemporâneo.

A meditação como possibilidade criativa para o ator/ performer, com Tania Alice (UNIRIO)
17/05 - 9h às 12h - DAD/UFRGS

Introdução às técnicas da meditação tibetana e uma reflexão teórico-prática sobre como essas técnicas podem potencializar a criação do ator/performer.
Tania Alice é professora adjunta da UNIRIO, onde atua como artista-pesquisadora na Graduação e na Pós-Graduação. Investiga, de forma cênica-performática, questões como a circulação dos afetos na arte contemporânea ou temas como pobreza, heroísmo e sacrifício na sociedade atual. Possui Graduação em Letras e Artes pela Université de Strasbourg III (1998), Mestrado de criação contemporânea (2000) e Doutorado em Letras e Artes (Performance) pela Université de Provence Aix-Marseille (2003). Pós-Doutorado pela UFRJ (criação teatral e performática contemporânea). Publicou “Performance.ensaio - (des) montando os clássicos” (FAPERJ/CNPq). É diretora artística e performer, junto com Gilson Motta, do Coletivo de Performance “Heróis do Cotidiano”, que realiza microutopias no espaço urbano.


Oficina de criação e composição cênica.
18/05 - 9h30 às 12h30 - DAD/UFRGS

Fernando Villar é autor, encenador, diretor e professor. Graduação em Licenciatura Educação Artistica - Artes Plásticas pela Universidade de Brasília (1983), Pósgraduação em Direção no Drama Studio London (1991) e Ph.D em Teatro no Queen Mary College da University of London (2000). Professor do Departamento de Artes Cênicas da UnB desde outubro de 1991 e do Mestrado em Arte Contemporânea do Departamento de Artes Visuais do Instituto de Artes da UnB de 2002 a 2010. Coordena o Laboratório Interdisciplinar de Investigação e Ação Artística (LIIAA) e os Grupos CHIA, LIIAA!! e Chia Lia Jr. Trabalha e pesquisa interpretação e encenação, William Shakespeare, teatro performance, poéticas contemporâneas, teatro brasiliense e hibridismos artísticos.
Coordenação do Seminário: Patrícia Fagundes
Apoio Executivo: Vinicius Mello e Laura Backes

Oficinas

Oficina de Criação Coreográfica
13 e 14/05 - 13h às 19h - Teatro do Museu

Desconstruindo as técnicas já presentes e partindo de uma estrutura sólida de uma dança tradicional com códigos já estabelecidos, serão elaborados exercícios atraindo novos caminhos coreográficos, fazendo um contraponto destes universos e, ao mesmo tempo, a unificação deles, mostrando a importância desta solidez mas, simultaneamente, do desapego da mesma.
Carga horária: 6h

Oficina de Dança Contemporânea e Improvisação avançado
22/05 - 12h às 18h - Teatro do Museu

Oficina para bailarinos que queiram aperfeiçoamento em dança contemporânea.
O enfoque utilizado por Rosa Antuña é a qualidade de movimento, acabamento e precisão técnicas, que serão utilizados como elementos para uma improvisação em dança com qualidade e refinamento.
Carga horária: 6h

Oficina de Arte Integrada
23/05 - 13h às 17h - Teatro do Museu
Ministrante: Rosa Antuña (Cia. Mário Nascimento – MG)
Essa oficina é voltada para atores, cantores e bailarinos. Há 5 anos, Rosa Antuña vem desenvolvendo este trabalho com a Cia. Mário Nascimento e também para outros grupos. A proposta é a fusão das linguagens da dança, teatro e voz. Utiliza- se técnica básica em dança contemporânea, jogos teatrais de improvisação e exercícios vocais.
Carga horária: 6h